Engenharia Ambiental: Tratamento de Águas Residuárias Industriais

Apresentação do Programa

Dos três vetores básicos que integram o meio ambiente: água, sólidos e ar, a água está relacionada a 60% das questões ambientais que se estabelecem, o que explica sua importância para a vida em geral e para o desenvolvimento sustentável.

À medida que a população e seu nível de vida foram aumentando, paralelamente ao processo de concentração urbana, os problemas de abastecimento de água se agravaram, propiciando confrontos entre a agricultura, o abastecimento urbano e a indústria.

A partir de um enfoque eminentemente prático, o programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Águas Residuárias Industriais propõe medidas para melhorar a gestão do recurso hídrico na indústria (têxtil, papeleira, alimentar, entre outras) mediante a economia de água e um melhor aproveitamento do bem existente.

A quem é dirigido

O Programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Águas Residuárias Industriais foi criado especialmente para satisfazer a dois tipos diferentes de grupos:

  • Pessoas sem uma titulação universitária que, por suas próprias características pessoais ou experiência, podem alcançar uma formação de qualidade neste campo.
  • Titulados superiores que, além da formação de base, desejam uma especialização prática no uso industrial da água para que tenham possibilidade de ampliar suas aberturas profissionais.

Titulação

Ao finalizar o Programa com êxito, o aluno recebe um diploma expedido pela Universidade na qual tenha se matriculado com o patrocínio da Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER).

Estrutura do Programa

A duração estimada do programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Águas Residuárias Industriais é de 200 horas (20 créditos)1.

Com relação à distribuição do tempo, estabelece-se que:

  • Por ser um Programa a distância e não estar sujeito à formação de classes presenciais, não se estabelece uma data concreta de início, razão pela qual o aluno possa formalizar sua matrícula a qualquer momento, sempre que haja vagas disponíveis.
  • Por motivos acadêmicos e de aprendizagem, dispõe-se de uma duração mínima de três meses para a realização do Programa, contabilizada a partir da data de entrega dos dois primeiros volumes até à data de recepção do último exercício de avaliação.
  • O tempo máximo do qual se dispõe para realizar o Programa é de seis meses. Nesse período de tempo, o aluno deve ter entregue todas as avaliações correspondentes às disciplinas.

A estrutura de créditos do programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Águas Residuárias Industriais é contemplada na seguinte tabela:

  CRÉDITOSa DURAÇÃOb HORAS
Disciplinas 20 6 200

a. A equivalência em créditos pode variar de acordo com a universidade que titula 
b. Duração em meses

Objetivos

Objetivos geral:

  • Adquirir os conhecimentos básicos necessários para aplicar técnicas de tratamento de águas residuárias industriais na empresa, propondo metodologias e ações para minimizar a produção deste tipo de resíduos em seus processos.

Objetivos específicos:

  • Ter uma visão global da gestão integral da água, e mais precisamente, das águas residuárias geradas por diferentes atividades industriais (têxtil, alimentar, papeleira, etc.).
  • Conhecer os processos tecnológicos de tratamento apropriados a cada uma das atividades em particular.
  • Avaliar as vantagens e desvantagens na modificação de procedimentos, na redução de vazões ou na reciclagem.
  • Conhecer as características próprias dos diferentes tipos de contaminação gerados por cada um dos setores industriais.
  • Estabelecer certos critérios para a definição de um sistema de gestão ambiental no âmbito da empresa, permitindo economia de recursos, cumprimento da legislação em matéria de despejos e redução de custos.
  • Fixar as bases para a implantação de tecnologias limpas nos processos produtivos.

Saídas Profissionais

Algumas das saídas profissionais do programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Águas Residuárias Industriais, são as seguintes:

  • Operário de estações de tratamento de tipo industrial.
  • Manutenção de pequenas estações de tratamento em empresas.
  • Ocupação em prefeituras como técnico/assessor em gestão da água na indústria.
  • Docência.

Plano de estudos

O programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Águas Residuárias Industriais é composto por quatro disciplinas, englobando casos práticos de uso industrial da água.

As disciplinas permitem conhecer e compreender, em primeiro lugar, os fundamentos teóricos, conceituais e históricos implicados na gestão da água e, em segundo lugar, sua implementação organizacional, social e tecnológica.

Objetivo é fazer com que os alunos adquiram uma visão global da gestão industrial da água, através de diferentes temáticas multidisciplinares relacionadas.

As disciplinas e horas correspondentes que compõem o programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Águas Residuárias Industriais são mostradas na seguinte tabela:

Essas disciplinas, apesar de independentes entre si, estão estruturadas de acordo com uma coerente ordem pedagógica, que facilita a compreensão por se partir da menor para a maior complexidade. Cada disciplina divide-se em unidades temáticas básicas ou capítulos, cujo conteúdo engloba material impresso que se deve estudar para responder satisfatoriamente aos testes de avaliação.

Descrições dos Cursos

  1. GESTÃO DA ÁGUA

    Partindo de um enfoque fundamentalmente técnico, descreve-se a necessidade de incorporar a dimensão ambiental do recurso hídrico à garantia de conservação, à qualidade e ao uso racional da água. Nesse sentido, são mostrados os possíveis usos, o estabelecimento de critérios de qualidade, a destinação racional da água e o projeto de modelos de conservação do recurso, entre outros.

    GENERALIDADES
    Introdução. Águas para fornecimento urbano. Águas residuárias. Preço e fiscalidade da água. Redução da carga poluente. Estado ecológico.
    HIDROLOGIA DAS ÁGUAS CONTINENTAIS SUPERFICIAIS
    Introdução. Processos hidrológicos. A chuva. Evaporação e evapotranspiração. A bacia hidrográfica. Sistemas de medição. Resposta da bacia. Estatística hidrológica. Critérios de projeto.
    QUALIDADE DAS ÁGUAS
    Introdução. Técnicas analíticas. Análise fisico-química: hidrogramas. Qualidade das águas superficiais continentais: o índice simplificado de qualidade das águas (ISQA), os índices biológicos, zonas lacustres.
    ÁGUAS LITORÂNEAS. FERRAMENTAS DE GESTÃO E CONTROLE DA QUALIDADE
    Introdução. A zona litoral. Aportes e sistemas de despejo no mar. Metodologias de controle da poluição marinha: águas, sedimentos e organismos. Avaliação do estado ecológico de uma zona litoral. Conclusões.
    INTRODUÇÃO AO DIREITO AMBIENTAL
    A dimensão internacional do direito ambiental. A Proteção Ambiental: missão da União Européia. Instrumentos de harmonização ambiental. Âmbitos de harmonização ambiental. A harmonização econômica. A normalização voluntária ambiental. Direito ao meio ambiente.
  2. TRATAMENTOS DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS

    Após conhecer as características das águas residuárias, são estudados alguns dos tratamentos aos quais se submetem as águas nas estações de tratamento. Descrevem-se as vantagens e desvantagens dos diferentes processos, assim como as aplicações principais.

    PROCESSOS DE COAGULAÇÃO E FLOCULAÇÃO
    Introdução. Bases técnicas do processo de Coagulação/ Floculação. Reagentes empregados nos processos de coagulação: sais de ferro e alumínio. Reagentes empregados nos processos de floculação. Escolha do coagulante-floculante no laboratório. Otimização na dosificação de reagentes. Armazenamento, preparo e dosificação de reagentes. Aplicações dos coagulantes e floculantes: águas potáveis, águas residuárias e lodos.
    TRATAMENTO POR FILTRAÇÃO
    Introdução. Classificação dos filtros sobre leito por tamanho e forma: filtros abertos e fechados. Filtração mediante leito filtrante. Filtração sobre suporte. Filtração direta. Filtração tangencial.
    TRATAMENTO POR OSMOSE INVERSA
    Introdução. Equações fundamentais: fluxo de água, transporte de sais, passagem de sais, rejeição a sais, conversão ou recovery. Fatores que influem sobre a eficácia das membranas. Tipos de módulos de osmose inversa: classificação pelo material da membrana, classificação por sua disposição no módulo, diferenças entre os tipos de membranas. Pré-tratamentos físico-químicos e biológicos: precipitações e acumulação de sujeira. Manutenção, lavagem e conservação dos módulos. Instalações de osmose inversa. Exemplo de aplicação. Viabilidade dos sistemas de osmose inversa.
    PROCESSOS DE INTERCÂMBIO IÓNICO
    Introdução. Tipos de resinas. esgotamento e regeneração da resina. Resistência da resina aos agentes externos. Intercambiadores industriais. Sistemas de funcionamento e regeneração de intercambiadores. Aplicações das resinas no tratamento de águas. Necessidades e aplicações do intercâmbio iônico na indústria.
    TRATAMENTO BIOLÓGICO DAS ÁGUAS RESIDUÁRIAS
    Introdução. Processo de lodos ativados. Eliminação de nutrientes. Parâmetros de processo: DBO, DQO, sólidos em suspensão, oxigênio dissolvido, entre outros. Aspectos microbiológicos. Dimensionamento. Remoção do lodo. Processos complementares e/ou alternativos. Aspectos econômicos.
    MODELIZAÇÃO DE PROCESSOS BIOLÓGICOS NO TRATAMENTO DAS ÁGUAS RESIDUÁRIAS
    Introdução. Definições. Tipos de modelos e critérios de escolha. Passos a seguir para a correta elaboração de um modelo. Modelos do processo de tratamento biológico. Modelo de decantação ou sedimentação. Considerações finais. Exemplo de simulação.
  3. ÁGUAS POTÁVEIS

    Nessa disciplina são expostos alguns dos tratamentos aos quais se submete a água destinada ao consumo humano. Do mesmo modo, são mostrados os critérios que permitem a escolha do desinfetante, e faz-se uma abordagem aos principais processos de desinfecção. Igualmente, contempla-se a reutilização das águas residuárias como uma das opções para minimizar o desequilíbrio entre a oferta e a demanda de recursos hídricos.

    TRATAMENTO DE ÁGUAS PARA CONSUMO HUMANO
    Introdução. Aspectos legais e técnicos. Processos de tratamento mais importantes: sedimentação, filtração, tratamento com carbono ativado. Desinfecção: lei de Chick, cloração, subprodutos.
    REUTILIZAÇÃO DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS
    Introdução. Legislação sobre reutilização de águas residuárias. Microorganismos patogênicos e enfermidades relacionadas. Tratamentos avançados para a regeneração e desinfecção de águas residuárias. Parâmetros de projeto e equipamentos. Rendimentos dos equipamentos e suas combinações. Discussão. Estudo econômico. Conclusões.
  4. ÁGUAS RESIDUÁRIAS INDUSTRIAIS

    São detalhadamente mostradas as características das águas residuárias, em razão das atividades industriais que as geram (têxtil, papeleira, alimentar, recobrimento de superfícies, entre outras), e os tratamentos mais adequados a cada caso em particular. Nesse sentido, pretende-se fazer com que o aluno saiba aplicar a melhor tecnologia disponível a cada tipo de água conforme sua origem.

    TRATAMENTO DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS INDUSTRIAIS
    Introdução. Convênios de redução da poluição. Despejo de águas residuárias. Zonas e setores industriais. Processos de tratamento aplicados às indústrias.Tecnologias limpas. Melhores técnicas disponíveis (MTDs). Custos de inversão nas ETEs.
    ÁGUAS RESIDUÁRIAS DA INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA
    Introdução. Geração de águas residuárias: abatedouros e indústria frigorífica, confeitaria, bebidas refrigerantes e zucos, óleos e gorduras, leite e derivados, conservas vegetais, entre outras. Casos.
    ÁGUAS RESIDUÁRIAS DA INDÚSTRIA DE COUROS
    Introdução. A água no curtume. Processos de beneficiamento da pele. Dotação de água. Características das águas residuárias. Boas práticas. Tratamentos da água residuária. Casos.
    ÁGUAS RESIDUÁRIAS DA INDÚSTRIA TEXTIL
    Utilização da água. Produção e poluição. Formas da fibra têxtil. Tipos de fibras. Águas residuárias mais significativas. Rede de esgotos. Medidas internas. Considerações sobre o processo produtivo. Tratamento das águas residuárias. Casos. Reutilização. Considerações finais
    ÁGUAS RESIDUÁRIAS DA INDÚSTRIA PAPELEIRA
    Introdução. Características do setor. Evolução da tecnologia produtiva. A tecnologia e as águas. Balanço da recirculação. A reciclagem do papel. Minimização do despejo. Exemplos. Considerações finais.
    ÁGUAS RESIDUÁRIAS DA INDÚSTRIA DE TRATAMENTO DE SUPERFÍCIES
    Introdução. Evolução histórica. Processo produtivo. Minimização do despejo através de medidas internas genéricas. Melhorias específicas no processo de produção. Tratamento das águas residuárias. Valoração econômica. Casos. Considerações finais.
    ÁGUAS RESIDUÁRIAS DA INDÚSTRIA QUÍMICA
    Introdução. Classificações da produção. Subsetores: adesivos e silicones, corantes e branqueadores óticos, detergentes e tensoativos, produtos farmacêuticos, tintas e vernizes, resinas sintéticas, entre outros. Tratamento dos produtos químicos. Águas residuárias. Casos.
    ÁGUAS RESIDUÁRIAS E PLUVIAIS NAS ESTAÇÕES DE SERVIÇO
    Introdução. Classificação das águas: pluviais, residuárias domésticas, lavação de veículos, irrigação de jardins. Fugas de hidrocarbonetos, efeitos em águas subterrâneas. Casos.
  5. CASOS PRÁTICOS

    Tratamento de águas residuárias de uma empresa alimentícia. Tratamento de águas residuárias de um curtume. Tratamento de águas residuárias de uma empresa têxtil. Tratamento de águas residuárias de uma empresa papeleira. Tratamento de águas residuárias de uma empresa de tratamento de superfícies. Tratamento de águas residuárias de uma empresa químico-farmacêutica. Tratamento de águas residuárias procedentes de uma estação de serviço.


1. A equivalência em créditos pode variar de acordo com a universidade que titula

Nota: O conteúdo do programa acadêmico pode estar submetido a ligeiras modificações, em função das atualizações ou das melhoras efetuadas.

Direção

  • Dr. Antonio Maya Frades. Doutor em Geografia. Professor da Universidade de León, Espanha.
  • Dra. Leonor Calvo Galván. Doutora em Ciências Biológicas. Professora da Universidade de León, Espanha.
  • Dr. Xavier Elías Castells. Doutor em Engenharia Industrial. Diretor da Bolsa de Subprodutos da Catalunha, Espanha.
  • Engº. Omar Gallardo. Engenheiro Civil de Minas. Professor da Universidade de Santiago do Chile, Chile.
  • Dra. Rosalba Guerrero Aslla. Doutora em Engenharia Metalúrgica. Professora da Universidade de Piura, Peru.
  • Engª. Icela Márques de Rojas. Engenharia Civil. Professora da Universidade Tecnológica do Panamá, R. P. Panamá.
  • Mtra. Emilia Gámez Frías. Professora da Universidade de Guadalajara, México.
  • Dr. Roberto M. Álvarez. Doutor em Engenharia de Projetos, pela Universidad Politécnica de Cataluña, Espanha, Mestre em Gerenciamento de projeto e de desenho, pela Politécnica de Milán, Itália. Professor da Universidad de Buenos Aires, Argentina. Diretor da Fundación Universitaria Iberoamericana (FUNIBER) Argentina.
  • Dr. Oscar Arizpe Covarrubias. Chefe do Laboratorio Ecologia de Sistemas Costeiros. Professor-Pesquisador Titular C de Dedicação Exclusiva, Chefe do Laboratorio Universidad Autónoma de Baja California Sur.

Professores e Autores

  • Dr. José Ulises Rodríguez Barboza. Doutor em Engenharia de Estradas, Canais e Portos (UPC).
  • Dr. Otoniel A. Sanabria Artunduaga. Doutor em Engenharia de Estradas, Canais e Portos (UNAL).
  • Dr. (c). D. Eduardo García Villena. Engenheiro Industrial e Mestre em Engenharia Ambiental (UPC).
  • Dr. (c). D. Kilian Tutusaus Pifarré. Licenciado em Ciências do Mar (ULPGC).
  • Ing. Diana I. Quintero Torres. Mestre em Engenharia Ambiental (Universidade Nacional de Colômbia).

Bolsa de Trabalho

A Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) destina periodicamente um valor econômico de caráter extraordinário para Bolsas de estudo em Formação FUNIBER.

Para solicitá-la, preencha o formulário de solicitação de informação que aparece no portal FUNIBER ou entre em contato diretamente com a sede da fundação em seu país para saber se é necessário proporcionar alguma informação adicional.

Uma vez que tenhamos recebido a documentação, o Comitê Avaliador examinará a idoneidade de sua candidatura para a concessão de um incentivo econômico na forma de Bolsa de estudo em Formação FUNIBER.