Engenharia Ambiental: Tratamento de Resíduos Sólidos

Apresentação do Programa

O modelo de "usar e descartar" próprio das sociedades industriais e pós-industriais gerava 200 gr de resíduos domésticos por habitante/dia no ano de 1870. Na atualidade supera os 1,2 kg deste tipo de resíduo.

Os valores referentes à produção de resíduos variam, entre outros fatores, conforme a localização, estação meteorológica e as condições sociais e econômicas de cada país.

A partir de um enfoque eminentemente prático, o programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Resíduos Sólidos analisa os fatores que afetam as taxas de geração de resíduos e propõe soluções hierárquicas que passam pela redução em origem, o emprego de técnicas de reutilização e/ou reciclagem, o tratamento e, como prioridade última, o despejo em aterros sanitários.

A quem é dirigido

O Programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Resíduos Sólidos, foicriado especialmente para satisfazer a dois tipos diferentes de grupos:

  • Pessoas sem uma titulação universitária que, por suas próprias características pessoais ou experiência, podem alcançar uma formação de qualidade neste campo.
  • Titulados superiores que, além da formação de base, desejam uma especialização prática no campo ambiental para que tenham possibilidade de ampliar suas aberturas profissionais.

Titulação

Ao finalizar o Programa com êxito, o aluno receberá um Diploma expedido pela Universidade onde se matriculou com o patrocínio da Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER).

Estrutura do Programa

A duração estimada do programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Resíduos Sólidos é de 200 horas (20 créditos)1.

Com relação à distribuição do tempo se estabelece que:

A estrutura de créditos do programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Resíduos Sólidos apresenta-se na seguinte tabela:

  • Por ser um Programa a distância e não estar sujeito a classes presenciais, não se estabelece uma data concreta de início, pois o aluno pode formalizar a matrícula em qualquer momento, sempre que haja vagas disponíveis.
  • Por motivos acadêmicos e de aprendizagem exige-se uma duração mínima no Programa de três meses, contabilizados a partir da data de entrega dos dois primeiros volumes até a data de recepção do último exercício de avaliação
  • O tempo máximo disponível para a realização do Programa é de seis meses. Neste período de tempo, o aluno deve entregar todas as avaliações correspondentes às disciplinas.
  CRÉDITOS ECTSa DURAÇÃOb HORAS
Disciplinas 20 6 200

a. A equivalência em créditos pode variar de acordo com a universidade que titula
b. Duração em meses

Objetivos

Objetivo geral:

  • Adquirir os conocimientos básicos necesssários para aplicar técnicas de tratamento e valorização de resíduos sólidos na empresa, propondo metodologias e ações para minimizar a produção deste tipo de resíduos nas atividades industriais.

Objetivos específicos:

  • Entender a importância da hierarquia estabelecida na gestão de resíduos sólidos: prevenção, reutilização, valorização material, valorização energética e eliminação ou depósito em aterro sanitário.
  • Compreender os ciclos de matéria que se produzem nos sistemas ambientais urbanos e suas incidências sobre a atividade empresarial.
  • Adquirir conhecimentos necessários à caracterização e catalogação de um resíduo.
  • Conhecer o catálogo europeu de resíduos (CER).
  • Inserir a gestão dos resíduos na política ambiental da empresa.

Saídas Profissionais

Algumas das saídas profissionais do Programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de resíduos Sólidos são as seguintes:

  • Ocupação em locais específicos como técnico/assessor em gestão de resíduos.
  • Ocupação em usinas de compostagem e estações de transferência.
  • Gestão e controle de aterros sanitários.
  • Consultor em área de resíduos.
  • Docência.

Plano de estudos

O programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Resíduos Sólidos é composto de quatro disciplinas, incluindo casos práticos de tratamento integral de resíduos sólidos.

As disciplinas permitem conhecer e compreender, em primeiro lugar, os fundamentos teóricos, conceituais e históricos implicados no tratamento dos resíduos e, em segundo lugar, sua implementação organizacional, social e tecnológica.

O objetivo é conseguir que os alunos adquiram uma visão global da gestão dos resíduos, através de diferentes temáticas multidisciplinares relacionadas.

As disciplinas e horas correspondentes que compõem o programa de Engenharia Ambiental: Tratamento de Resíduos Sólidos é apresentado na seguinte tabela:

Estas disciplinas, a pesar de serem independentes entre si, estão estruturadas segundo uma ordem pedagógica coerente que facilita sua compreensão de uma menor a uma maior complexidade. Cada disciplina se divide em unidades temáticas básicas ou capítulos, cujo conteúdo inclui material impresso que deve ser estudado para responder satisfatoriamente os testes de avaliação.

Descrições dos Cursos

  1. GESTÃO DOS RESÍDUOS DOMÉSTICOS

    Expõe-se a hierarquia obedecida na gestão de resíduos. Em primeiro lugar, estuda-se a coleta seletiva como um método de homogeneização de resíduos, de modo que ao serem transportados à instalação de separação, possam alimentar diretamente a linha de tratamento do subproduto que contenham. Assim, explicam-se em detalhe diversos métodos de valorização, tais como compostagem, metanização, pirólise, etc., além dos aterros sanitários.

    TRATAMIENTO INTEGRAL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
    Introdução. Tipos de resíduos domésticos. Produção de resíduos. Sistemas de gestão: elementos operacionais e instrumentos organizacionais. Modalidades de coleta seletiva: método misto, método misto-úmido-seco-resto. Os pontos verdes.
    COMPOSTAGEM
    Introdução. Condições do processo de compostagem. Esquema geral do processo de compostagem. Sistemas de processamento do composto: o ponto de geração e em usinas de compostagem. Tecnologia da compostagem: sistemas abertos, sistemas fechados e sistemas semi-fechados. Vantagens e inconvenientes da compostagem. Dimensionamento de uma usina de compostagem. Tratamento térmico dos resíduos sólidos urbanos (RSU). Incineração dos resíduos sólidos urbanos. Pirólise, Metanização, Termólise. Aterros controlados. Aterros sanitários: funcionamento, tipos, desenhos, custos, exploração e legislação. Tratamento de lixiviados e desgaseificação em aterro sanitário.
  2. GESTÃO DE RESÍDUOS QUÍMICOS E INDUSTRIAIS

    Aborda-se a gestão dos resíduos industriais sob uma perspectiva não excludente, ou seja, envolvendo a maior parte dos departamentos e a política geral da empresa, de forma que prevaleça a idéia de minimização do resíduo e a incorporação de tecnologias limpas como um fator de aumento da competitividade, uma vez se tenham descartado outras alternativas de gestão disponíveis como a reciclagem, a recuperação ou a reutilização. Assim, realiza-se a classificação dos resíduos pertencentes a este tipo em função das diferentes atividades industriais, e de acordo com o Catálogo Europeu de Resíduos (CER).

    GESTÃO E VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS QUÍMICOS
    Introdução. Marco histórico. A ecologia industrial. Origem dos resíduos químicos. Métodos de valorização. Estudo da viabilidade da valorização. Conclusões.
    GESTÃO E VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS
    Produção e tipos de resíduos industriais. Disposição do rejeito dos resíduos: tratamento seguro do resíduo não conversível. Análise dos processos produtivos.
  3. FABRICAÇÃO DE MATERIAIS ISOLANTES E DENSOS A PARTIR DE RESÍDUOS

    Realiza-se uma exposição dos conceitos teóricos básicos que permitirão compreender facilmente a série de exemplos de reciclagem de resíduos leves, com a maioria sendo destinada à conformação de materiais de construção. Especificamente, realiza-se o estudo da fabricação de materiais isolantes a partir deste tipo de resíduo, empregando-se a técnica de ceramização. Estudam-se os resíduos de natureza inorgânica e as formas pelas quais podem chegar a ser utilizados na fabricação de materiais de construção, aproveitando-se sua alta densidade e a grande capacidade de acumular calor.

    RESÍDUOS DESTINADOS À FABRICAÇÃO DE MATERIAIS ISOLANTES
    O isolamento térmico e acústico e sua relação com o meio ambiente. Uso de resíduos como isolantes térmicos. Aplicações práticas na fabricação de isolantes: o ecobrick, concretos leves de escórias, valorização de cinzas volantes, valorização da casca de arroz, isolantes térmicos fabricados a partir de resíduos, etc. Uso de resíduos como isolantes acústicos. Aplicações práticas na fabricação de isolantes acústicos: painel absorvente acústico ECOGYPS e telas acústicas.
    RESÍDUOS DESTINADOS À FABRICAÇÃO DE MATERIAIS DENSOS
    Valorização dos resíduos densos inorgânicos: a tecnologia cerâmica. Materiais de construção densos. Caracterização de materiais a granel para uso em construção. Resíduos industriais para a fabricação de materiais de construção densos. Acúmulo de calor. Considerações ambientais dos materiais de construção.
  4. VITRIFICAÇÃO: UMA TECNOLOGIA PARA A VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS

    Sob um o ponto de vista técnico, descreve-se a técnica de vitrificação que proporciona produtos mais estáveis e menos lixiviáveis. Da mesma forma, expõe-se a maneira pela qual os resíduos podem ser utilizados como matérias-primas secundárias ou diretamente como materiais de construção.

    OS MATERIAIS VÍTREOS
    Vidro e esmaltes cerâmicos. Matérias-primas dos vidros. Propriedades dos vidros: mecânicas, térmicas, ótimas, químicas, entre outras. Metais pesados utilizados como colorantes e opacificantes.
    VITRIFICAÇÃO E DESVITRIFICAÇÃO
    Vitrificação: interior do forno, temperatura de trabalho, consumo energético, aproveitamento energético dos gases, aproveitamento do material vitrificado, forno de abóbada radiante. Desvitrificação: condições de desvitrificação, industrialização dos vidros desvitrificados.
    APLICAÇÕES INDUSTRIAIS DA VITRIFICAÇÃO
    Utilização das areias de fundição na vitrificação. Vitrificação das cinzas volantes de incineradoras de RSU. Vitrificação superficial ou total. Vitrificação - incineração. Vitrificação de resíduos de alta toxicidade. Tratamento de resíduos nucleares. Geração e aproveitamento de escórias. Caracterização de cinzas volantes. Pó de aço. Recuperação de Zn e Pb: o sistema Waelz. Vitrificação por plasma. Vitrificação "in situ". Resíduos e vitrocerâmicos.
  5. CASOS PRÁTICOS

    Exemplo de cálculo dos custos de funcionamento de uma usina incineradora de resíduos sólidos urbanos municipais com recuperação de calor. Aplicações práticas à fabricação de isolantes. Casos reais de aplicações industriais da vitrificação.


1. A equivalência em créditos pode variar de acordo com a universidade que titula

Nota: O conteúdo do programa acadêmico pode ser submetido a ligeiras modificações, em função das atualizações ou das melhoras efetuadas.

Direção

  • Dr. Antonio Maya Frades. Doutor em Geografia. Professor da Universidade de León, Espanha.
  • Dra. Leonor Calvo Galván. Doutora em Ciências Biológicas. Professora da Universidade de León, Espanha.
  • Dr. Xavier Elías Castells. Doutor em Engenharia Industrial. Diretor da Bolsa de Subprodutos da Catalunha, Espanha.
  • Dr. Alexandre Rivas. Ph.D. em Economia – Diretor do Centro de Ciências do Ambiente – Universidade Federal do Amazonas, Brasil.
  • Engº. Omar Gallardo. Engenheiro Civil de Minas. Professor da Universidade de Santiago do Chile, Chile.
  • Dra. Rosalba Guerrero Aslla. Doutora em Engenharia Metalúrgica. Professora da Universidade de Piura, Peru.
  • Engª. Icela Márques de Rojas. Engenharia Civil. Professora da Universidade Tecnológica do Panamá, R. P. Panamá.
  • Mtra. Emilia Gámez Frías. Professora da Universidade de Guadalajara, México.
  • Dr. Roberto M. Álvarez. Doutor em Engenharia de Projetos, pela Universidad Politécnica de Cataluña, Espanha, Mestre em Gerenciamento de projeto e de desenho, pela Politécnica de Milán, Itália. Professor da Universidad de Buenos Aires, Argentina. Diretor da Fundación Universitaria Iberoamericana (FUNIBER) Argentina.
  • Dr. Oscar Arizpe Covarrubias. Chefe do Laboratorio Ecologia de Sistemas Costeiros. Professor-Pesquisador Titular C de Dedicação Exclusiva, Chefe do Laboratorio Universidad Autónoma de Baja California Sur.

Professores e Autores

  • Dr. José Ulises Rodríguez Barboza. Doutor em Engenharia de Estradas, Canais e Portos (UPC).
  • Dr. Otoniel A. Sanabria Artunduaga. Doutor em Engenharia de Estradas, Canais e Portos (UNAL).
  • Dr. (c). D. Eduardo García Villena. Engenheiro Industrial e Mestre em Engenharia Ambiental (UPC).
  • Dr. (c). D. Kilian Tutusaus Pifarré. Licenciado em Ciências do Mar (ULPGC).
  • Ing. Diana I. Quintero Torres. Mestre em Engenharia Ambiental (Universidade Nacional de Colômbia).

Bolsa de Trabalho

A Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) destina periodicamente um valor econômico de caráter extraordinário para Bolsas de estudo em Formação FUNIBER.

Para solicitá-la, preencha o formulário de solicitação de informação que aparece no portal FUNIBER ou entre em contato diretamente com a sede da fundação em seu país para saber se é necessário proporcionar alguma informação adicional.

Uma vez que tenhamos recebido a documentação, o Comitê Avaliador examinará a idoneidade de sua candidatura para a concessão de um incentivo econômico na forma de Bolsa de estudo em Formação FUNIBER.