Master Universitario em Engenharia Ambiental

Apresentação do Programa

No processo de produção das indústrias e das empresas em geral, são necessárias matérias-primas como energia e água. Elas provêm, geralmente, de recursos naturais não renováveis, a energia demanda importantes impactos ambientais para ser produzida e, finalmente, a água também deve ser considerada como um recurso natural limitado. Paralelamente, durante o processo de produção, geram-se contaminantes, desde emissões atmosféricas como ruídos e vibrações, passando por rejeitos ou águas residuárias. É fácil advertir, então, que o processo de produção das empresas tem uma incidência ambiental muito notável em diferentes níveis.

A falta de preocupação da empresa com os impactos de sua atividade em seu entorno tornou-se evidente tanto pelo consumo de recursos naturais como pela contaminação produzida.

Atualmente, esta atitude vem mudando, de modo a tornar necessário que as empresas se preocupem com o ambiente e adorem as medias necessárias para poupar ao máximo o consumo de recursos e diminuir as contaminações, tudo isso mantendo o mesmo nível de competitividade.

A globalização dos mercados resultou em um aumento da competitividade entre as organizações e a rutura de muitos dos paradigmas empresariais. Hoje em dia, uma organização não pode permitir-se a uma visão unidimensional de seu processo produtivo, deve, no entanto, considerar a grande variedade de fatores ambientais, sociais, económicos e éticos. Isto significa que não é necessário apenas produzir com qualidade e a um menor custo, também é preciso fazê-lo com respeito ao ambiente e às condições sociais, tanto dos próprios trabalhadores como da comunidade na qual a empresa se estabelece ou a qual destina o produto.

Obviamente, tudo isso conduz à necessidade de contar com profissionais capazes de reunir uma série de competências gerais – instrumentais, pessoais e sistémicas – que, ou dedicam-se ao exercício profissional da engenharia ambiental, ou desenvolvem sua atividade em uma linha de investigação associada a estes conhecimentos.

Esta dualidade faz com que estas pessoas ocupem postos de trabalho relacionados com a consultoria independente, em empresas de diferentes ramos e com um alto conteúdo de projetos e/ou operações (agrícola, construção, energética, industrial, sanitária), e na docência, entre outros.

Desta maneira, o Master Universitário em Engenharia Ambiental é concebido como um título universitário de pós-graduação especializada e orientada à formação de profissionais para a solução de problemas ambientais e a adoção de boas práticas em um contexto eminentemente industrial, de maneira que se trata de um master com orientação profissional.

A metodologia de formação proposta integra práticas dirigidas à aquisição de conhecimentos básicos e especializados, o que supõe uma aproximação das necessidades da sociedade, de modo a potencializar o interesse científico, que pode ser difundido e vinculado com a atividade investigativa ligada aos estudos de doutorado.

A quem é dirigido

A metodologia de formação proposta, somada à clareza, abrangência e didática da elaboração dos conteúdos, permite dirigir o Master Universitário em Engenharia Ambiental a:

  • Graduados em Engenharias (Agrónoma, Organização Industrial, Florestal, Civil, Química) ou equivalentes (Engenheiros Técnicos ou Superiores).
  • Graduados em Química
  • Graduados em Física
  • Graduados em qualquer título semelhante aos anteriores, sejam títulos de validação futura no sistema universitário espanhol, sejam títulos existentes nos sistemas universitários de outros países.
  • Graduados em qualquer especialidade mediante comprovação de ter recebido formação específica na área da engenharia ambiental.
  • Graduados em qualquer especialidade mediante comprovação de ter atuado profissionalmente na área da engenharia ambiental durante um longo período de tempo.

Titulação

A conclusão com sucesso do Programa permitirá que você obtenha a titulação do Master Universitário em Engenharia Ambiental .

Após a conclusão com êxito do Programa, o aluno receberá o diploma emitido pela Universidade em que se matriculou.

Estrutura do Programa

  • O tempo máximo de que se dispõe para concluir o Master é de 24 meses. Neste período de tempo, o aluno deve concluir satisfatoriamente todas as atividades avaliativas, as práticas externas e o Trabalho de Fim de Master
  • Por razões académicas e de aprendizagem, é estabelecida uma duração mínima para o Master de 18 meses. Este período será contabilizado a partir da data de matrícula até a data de recebimento do último trabalho de avaliação.
  • Por ser um programa a distância e não estar sujeito a aulas presenciais, não se estabelece uma data específica de início, desta maneira, o aluno pode formalizar a matrícula em qualquer momento, sempre que houver vagas disponíveis.

A estrutura de créditos do Master Universitário em Engenharia Ambiental é a seguinte:

PARTES
1a Parte: FASE PRÉVIA
2a Parte: FASE OFICIAL(90 créditos ECTS1)

1. O número de créditos pode variar de acordo com a Universidade que emite o título. Um (1) crédito ECTS (European Credit Transfer System) equivale a 25 horas. Se o aluno cursa o programa matriculado em uma universidade não pertencente ao Espaço Europeu do Ensino Superior (EEES), a relação entre créditos e horas pode variar.

# 2a Parte: FASE OFICIAL CRÉDITOS ECTS
1 20 disciplinas obrigatórias 74
2 Práticas Externas 6
3 Trabalho Final de Master 10
TOTAL 90

Objetivos

Objetivo geral

Formar profissionais na área ambiental capazes de fazer parte ou liderar equipes multidisciplinares de trabalho, com capacidade de adaptar-se às necessidades do mercado e às mudanças tecnológicas, além de abordar problemas de engenharia com discernimento profissional através do uso das novas tecnologias (TIC).

Objetivos particulares

  • Identificar a via de gestão mais adequada para um determinado tipo de resíduo sólido urbano (RSU) ou industrial (RI), segundo o modelo hierárquico de gestão integral de resíduos promovido pelas instituições internacionais.
  • Identificar a técnica de depuração mais adequada (física, química ou biológica) conforme as características do influente urbano ou industrial e propor alternativas baseadas na redução da contaminação e o emprego de boas práticas na origem.
  • Relacionar a emissão e a imissão de partículas e gases derivados da combustão com suas implicações na saúde, no ambiente e nas infraestruturas. Além disso, analisar os instrumentos legais (preventivos, de controle, etc.) que as instituições colocam à disposição dos estados para preservar a qualidade do ar e proteger a saúde humana e o ambiente em geral.
  • Comparar a incineração (com ou sem recuperação de energia) com outros tipos de tecnologias aplicadas à gestão de resíduos do ponto de vista social, económico e ambiental no marco da estratégia hierárquica de ação estabelecida pelas leis ambientais internacionais.
  • Identificar os mecanismos de acumulação, degradação e transporte que regulamentam a evolução de diferentes contaminantes e desenvolver um plano de investigação e amostragem de um solo potencialmente contaminado que sirva como ferramenta de prognósticos da evolução e dispersão da contaminação.
  • Implantar, organizar e manter um sistema de gestão ambiental baseado no padrão ISO 14001, de modo a possibilitar a introdução da variável ambiental nas atividades da empresa e realizar auditorias internas de acordo com a ISO 19011 a partir das planilhas e questionários gerais habitualmente empregados neste tipo de diagnóstico.

Saídas Profissionais

A formação multidisciplinar recebida pelo egresso permite que desenvolva sua atividade em empresas de todos os setores em uma dupla vertente: técnica e de investigação. Esta dualidade faz com que estas pessoas ocupem postos de trabalho relacionados com a consultoria independente, em empresas de diferentes ramos e com um alto conteúdo de projetos e/ou operações (agrícola, construção, energética, industrial, sanitária), e na docência, entre outros.

Plano de estudos

Master Universitário em Engenharia Ambiental possui uma estrutura curricular baseada em duas partes formativas:

  • 1ª. PARTE: FASE PRÉVIA

A Fase Prévia ou Requisitos Prévios orienta-se à aprendizagem de conhecimentos, habilidades e atitudes necessários para um aproveitamento adequado do Master em sua Fase Oficial. É integrada, entre outras, por uma disciplina centrada em temas considerados precedentes ou que constituem uma base necessária para o desenvolvimento do Trabalho de Fim de Master durante a Fase Oficial.

As disciplinas da Fase Prévia são apresentadas na tabela abaixo:

  • 2ª. PARTE: FASE OFICIAL

A Fase Oficial orienta-se à aprendizagem de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitem obter uma formação avançada e direcionada à especialização profissional no campo da engenharia ambiental.

As disciplinas e os créditos ECTS correspondentes da Fase Oficial são apresentados na tabela abaixo:

2a PARTE: FASE OFICIAL
# DISCIPLINAS CRÉDITOS ECTS
1 Gestão Integral dos Resíduos Sólidos 3
2 Resíduos Sólidos Urbanos e Industriais 5
3 Valorização Material de Subprodutos: Vitrificação e Resíduos Químicos 6
4 Depuração de Águas Residuárias Industriais 2
5 Processos Físicos, Químicos e Biológicos de Depuração 6
6 Processos de Osmose Inversa e Troca Iónica 5
7 Reutilização e Potabilização da Água 4
8 Boas Práticas na Indústria 3
9 Natureza dos Poluentes Atmosféricos 2
10 Dispersão e Controle da Poluição Atmosférica 4
11 Amostragem e Análise de Poluentes Atmosféricos 4
12 Combustão e Destruição Térmica de Resíduos: a Incineração 3
13 Outros Processos de Conversão Energética da Fração Orgânica dos Resíduos 2
14 Cogeração 5
15 Degradação e Contaminação do Solo 4
16 Investigação de Áreas Potencialmente Contaminadas. 3
17 Projeto e Implantação de Técnicas de Recuperação e Monitoramento 3
18 Empresa e Ambiente 2
19 Os Sistemas de Gestão Ambiental na Empresa 3
20 Norma ISO 14001 e Auditoria 5
TOTAL 74
# DISCIPLINAS CRÉDITOS ECTS
1 Práticas Externas 6
2 Trabalho Final de Master 10
  TOTAL 16

Descrições dos Cursos

1ª PARTE: FASE PREVIA

  1. FUNDAMENTOS DA ENGENHARIA AMBIENTAL

    Nesta disciplina é feita uma revisão dos problemas ambientais que caracterizam a sociedade atual e o papel desempenhado pela engenharia ambiental enquanto protetora do meio, a basear-se em aspetos normativos, sociológicos e económicos a fim de cumprir com a sua missão Deste modo, é feita uma introdução à contaminação a partir do ponto de vista químico e são estudadas as ferramentas da gestão ambiental como passo prévio para conseguir a sustentabilidade dos processos

    Alguns temas abordados na disciplina são:

    CONCEITOS BÁSICOS DA ENGENHARIA AMBIENTAL
    Definição de engenharia ambiental. O desenvolvimento sustentável. Fatores e processos ligados à engenharia ambiental. Demografia e ambiente. Qualidade ambiental. Medidas de proteção ambiental. A família de normas ISO 14000. A ética ambiental. A química dos contaminantes. Contaminação vs. Poluição. Comportamento dos contaminantes.
    A NORMATIVA AMBIENTAL COMO MOTOR DA TECNOLOGIA
    A proteção ambiental na América Latina e no Caribe. Legislação ambiental regional latino-americana (solos, águas, ecossistemas marinhos, atmosfera, florestal…). Outras disposições para a proteção ambiental. A proteção ambiental na União Europeia e nos Estados Unidos.
    IMPACTO AMBIENTAL ASSOCIADO AO EMPREGO DA TECNOLOGIA.
    Mudança climática e efeito estufa. Acordos e compromissos. A chuva ácida. A destruição da camada de ozónio. A maré negra. Efeitos sobre o ambiente associados à exploração da energia nuclear. A degradação do solo.
    FERRAMENTAS DA GESTÃO AMBIENTAL.
    Avaliação de impacto ambiental. Análise do Ciclo de Vida (ACV). Ações no projeto de embalagens e produtos que favoreçam a minimização dos resíduos. A Ecoetiqueta Europeia.
  2. METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA

    Esta disciplina familiariza o aluno com o contexto científico de investigação e suas exigências conceituais e metodológicas. Apresenta as distintas etapas de um processo de investigação, de modo a favorecer o desenvolvimento de habilidades e destrezas no desenho metodológico do Projeto Final, assim como na elaboração do relatório ou memória de investigação.

    Alguns temas abordados na disciplina são:

    ASPETOS EPISTEMOLÓGICOS DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
    O que é a epistemologia? O que é um paradigma? Conhecimento e ciência. Conceção empírico positiva. Conceção hermenêutica ou interpretativa. Poiese e praxis: uma chave na compreensão dos paradigmas.
    O PROCESSO DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA
    Etapas do caminho. Como iniciar uma investigação? O projeto: ponto de partida. Escolha do tema. Formulação do problema. Formulação das perguntas da investigação. Definição de objetivos. Elaboração da hipótese. Justificativa da investigação. Definição do título
    CONSTRUÇÃO DO MARCO TEÓRICO
    O que é um marco teórico Revisão da literatura: documentação e pesquisa de informação. O que pesquisar? Fontes primárias, secundárias e terciárias. Onde buscar? Localização virtual e/ou física. Que referência consultar em profundidade? Critérios para a seleção. Como ler textos académicos? Estratégias para a leitura e compreensão de textos escritos. Reproduzir/compreender um texto: além do tudo ou nada. Conselhos úteis para a leitura de textos académicos. Como registar a informação? Elaboração do marco teórico: pautas de orientação.
    CRIAÇÃO DA ESTRATÉGIA METODOLÓGICA.
    Definição do tipo de projeto de investigação. Classificação das variáveis. Definição operacional da variável. A amostragem. Técnicas e instrumentos de coleta de dados. A observação participante. Grupo nominal. Técnica DELPHI. Entrevista de profundidade. Grupos de discussão. Historia de vida. Procedimentos para a análise dos dados. Análise qualitativa dos dados. Análise de conteúdo. Análise do discurso.
    O RELATÓRIO DA INVESTIGAÇÃO
    Partes de um relatório de investigação escrito. Aspetos formais na redação de trabalhos científicos. A composição de textos escritos: o processo de escrita. Questões textuais. Propriedades textuais básicas. Normas internacionais de citações bibliográficas. Normas internacionais para citações no texto Referencias bibliográficas ao final do texto. Alguns critérios para autoavaliar um relatório de investigação

2ª PARTE: FASE OFICIAL

  1. GESTÃO INTEGRAL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS

    Nesta disciplina é feita uma revisão dos problemas ambientais que caracterizam a sociedade atual e o papel desempenhado pela engenharia ambiental enquanto protetora do meio, a basear-se em aspetos normativos, sociológicos e económicos a fim de cumprir com a sua missão Deste modo, é feita uma introdução à contaminação a partir do ponto de vista químico e são estudadas as ferramentas da gestão ambiental como passo prévio para conseguir a sustentabilidade dos processos

  2. RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS E INDUSTRIAIS

    Produção e composição dos resíduos sólidos urbanos. Sistemas de gestão integral dos resíduos sólidos urbanos. A compostagem. Tratamento térmico dos resíduos sólidos urbanos. O resíduo sólido urbano em aterro controlado. Os resíduos industriais: gestão e caracterização. Reciclagem dos resíduos industriais. As embalagens e os resíduos de embalagens. Tendências na gestão dos resíduos industriais.

  3. VALORIZAÇÃO MATERIAL DE SUBPRODUTOS: VITRIFICAÇÃO E RESÍDUOS QUÍMICOS

    Técnicas de solidificação de resíduos. A ceramização. Conteúdo energético dos materiais de construção. Resíduos destinados à fabricação de materiais leves e densos. Considerações ambientais dos materiais de construção. Vitrificação: una tecnologia para a valorização de resíduos. Valorização de resíduos químicos: a origem dos resíduos químicos. Estudo de viabilidade do tratamento dos resíduos químicos. Modelos e instrumentos de gestão dos resíduos químicos. Casos práticos.

  4. DEPURAÇÃO DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS INDUSTRIAIS

    Convénios de redução da poluição. Lançamento de águas residuárias. Setores industriais. Operações unitárias iniciais. Processos de tratamento aplicados pelas indústrias. Esquemas típicos de tratamento. Tecnologias limpas. As melhores técnicas disponíveis. Custos de investimento nas ETAR.

  5. PROCESSOS FÍSICOS, QUÍMICOS E BIOLÓGICOS DE DEPURAÇÃO

    Parâmetros de caracterização das águas residuárias. Aspetos gerais sobre a filtração. Meio filtrante e mecanismo de filtração. Modelos matemáticos. Condições de emprego e ponto ideal de funcionamento. Filtração por leito, suporte e membranas. Outros tipos de filtros. Fundamentos técnicos e reagentes químicos empregados no processo de coagulação e floculação. Seleção do coagulante-floculante em laboratório. Preparação, dosagem e otimização de reagentes. Aplicações dos coagulantes e floculantes. Tratamentos aeróbios e anaeróbios. Princípios da depuração biológica. Tratamentos biológicos de tipo natural. Tratamentos de instalação. Outros sistemas de tratamento biológico. Eliminação de nutrientes. Tratamento de lodos

  6. PROCESSOS DE OSMOSE INVERSA E TROCA IÓNICA

    Introdução aos processos de osmose inversa. Definições. O mecanismo de rejeição. Equaciones fundamentais. Fatores que influem na eficácia das membranas. Tipos de módulos de osmose inversa. Entupimento das membranas. Manutenção, limpeza e conservação dos módulos. Estações de osmose inversa. Considerações económicas, energéticas e ambientais. Exemplo de aplicação. A troca iónica. Estrutura e tipos de resinas. Resistência da resina frente a agentes externos. Morfologia do dispositivo. Aplicações das resinas no tratamento de efluentes. O setor de tratamento de superfícies. Esgotamento e regeneração da resina. Aspetos ambientais.

  7. REUTILIZAÇÃO E POTABILIZAÇÃO DA ÁGUA

    Regulamentação de aplicação sobre a reutilização de águas residuárias. Patogénicos e indicadores biológicos da qualidade das águas. Tratamentos avançados para a regeneração e desinfeção de águas residuárias de procedência industrial e urbana. Usos industriais da água reutilizada. Modelos de reutilização-regeneração da água no setor industrial. Outros usos da água reutilizada. Regulamentação sobre potabilização da água. Tratamento de potabilização da água de superfície. Desinfeção da água. Tratamentos de potabilização de águas salobras e subterrâneas.

  8. BOAS PRÁTICAS NA INDÚSTRIA

    A indústria agroalimentícia. A indústria de peles e curtidos. A indústria têxtil. A indústria do papel. A indústria de tratamento de superfícies. A indústria química.

  9. NATUREZA DOS POLUENTES ATMOSFÉRICOS

    Emissões atmosféricas. Imissão de poluentes atmosféricos. Combustão, combustíveis fósseis e poluição atmosférica. Formas de avaliação das concentrações de emissão e imissão. Emissão e legislação.

  10. DISPERSÃO E CONTROLE DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

    Características principais das chaminés. Influência das emissões e condições meteorológicas na dispersão de poluentes na atmosfera. Mecanismos e modelos de dispersão de poluentes atmosféricos. Bases físicas da dispersão de poluentes na atmosfera. Sistemas de depuração de efluentes atmosféricos contaminados. Um caso específico: as estações de incineração de resíduos. Centrais térmicas de carvão. Outros casos práticos de correção de emissões gasosas em atividades industriais

  11. AMOSTRAGEM E ANÁLISE DE POLUENTES ATMOSFÉRICOS

    Introdução. Amostragem de partículas e gases. Métodos de amostragem. Medidores de vazão de ar. Análise de partículas. Análise de dióxido de enxofre (SO2), monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono (CO2), óxidos de nitrogénio (NO e NO2), ozónio (O3) e compostos orgânicos voláteis (COVs).

  12. COMBUSTÃO E DESTRUIÇÃO TÉRMICA DE RESÍDUOS: A INCINERAÇÃO

    Natureza do combustível. Combustíveis sólidos e líquidos. Combustíveis alternativos. Transformações do combustível. Poder calorífico dos combustíveis. Definição de combustão. A combustão como processo químico. O ar na combustão. O diagrama de combustão. Eficácia da combustão. Destruição térmica de resíduos. Tipos de estações de incineração de RSU. Legislação europeia para a incineração de RSU. A incineração dentro do sistema integrado de gestão de resíduos. Funcionamento de uma estação incineradora de RSU. Recuperação de energia. Impacto ambiental e risco sanitário das estações incineradoras. Viabilidade económica de uma estação incineradora de RSU. Controle da poluição atmosférica. Conclusões.

  13. OUTROS PROCESSOS DE CONVERSÃO ENERGÉTICA DA FRAÇÃO ORGÂNICA DOS RESÍDUOS

    Introdução. Combustão/incineração. Pirólise. Gasificação. Metanização o fermentação anaeróbia. Valorização energética dos lodos de ETAR. Desgasificação de aterros controlados.

  14. COGERAÇÃO

    Utilização da energia. Fundamentos termodinâmicos. Definição de máquina térmica. Diagramas termodinâmicos. Qualidade das formas de energia. Sistemas de produção de energia. Definição de cogeração. Parâmetros característicos em cogeração. Componentes básicos de um sistema de cogeração. Comparação entre um sistema convencional e um sistema de cogeração. Eficiência de um sistema energético. Aplicações da cogeração. Tecnologias de cogeração. Modos de operação. Introdução aos ciclos com turbinas de vapor. Descrição e princípio de funcionamento de uma turbina a vapor. Condições de funcionamento. Rendimento energético das turbinas a vapor. Classificação e regulação das turbinas a vapor. Perdas nas turbinas a vapor. Aplicações em cogeração das turbinas a vapor. Introdução aos ciclos com turbinas a gás. Componentes de uma turbina a gás. Funcionamento e princípio termodinâmico: o ciclo de Brayton. Tipos de turbinas a gás. Seleção e localização da turbina a gás. Aplicações das turbinas a gás na cogeração. Recuperação do calor. Rendimento elétrico e rendimento global. Manutenção. Ciclos combinados convencionais gás-vapor. Ciclos combinados com utilização de carvão, gaseificação e com combustão de leito fluidificado. Rendimento do ciclo combinado. Escolha das distintas alternativas de centrais termelétricas. Ciclos com motores alternativos de combustão interna. Classificação general de motores alternativos. Uso do combustível. Rendimento. Fatores que afetam a potência. Recuperação de calor em motores alternativos. Critérios de seleção. Flexibilidade e modularidade. Impacto ambiental. Instalação de motores alternativos de combustão interna. Manutenção.

  15. DEGRADAÇÃO E CONTAMINAÇÃO DO SOLO

    Definição de solo. A edafologia. Os horizontes do solo. Fatores e processos formadores. Classificação e cartografia dos solos. A distribuição edáfica mundial. Constituintes orgânicos e inorgânicos do solo. Propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. Outras propriedades do solo. Fator, aspeto e impacto ambiental. Fontes de contaminação. Definição de solo contaminado. Classificação dos contaminantes. Contaminação do solo por metais pesados, pesticidas e nutrientes. Outros tipos de contaminantes do solo.

  16. INVESTIGAÇÃO DE ÁREAS POTENCIALMENTE CONTAMINADAS

    Importância do planejamento. Estudo preliminar para a investigação de áreas potencialmente contaminadas. Caracterização da área. Plano de amostragem e investigação do solo contaminado. Predição da evolução e dispersão da contaminação, modelização. Análise de riscos.

  17. PROJETO E IMPLANTAÇÃO DE TÉCNICAS DE RECUPERAÇÃO E MONITORAMENTO

    Introdução. Principais técnicas utilizadas na descontaminação de solos. Restauração do solo em atividades mineiras. Controle e monitoramento. Aspetos gerais na organização do território em relação aos solos contaminados.

  18. EMPRESA E AMBIENTE

    Introdução. Medidas de proteção ambiental. Normalização.

  19. OS SISTEMAS DE GESTÃO AMBIENTAL NA EMPRESA

    Introdução. O que é um SGA? Para que servem e por que os SGA são implantados? Quem pode implantar um SGA? Partes envolvidas na implantação de um SGA. Como os SGA são implantados? Escolha do SGA. Balanço mundial de implantação da norma ISO 14001.

  20. NORMA ISO 14001 E AUDITORIA

    A família de normas ISO 14000. Estrutura do documento ISO 14001. Definições. Objetivos e alcance da norma ISO 14001. Princípios básicos da norma ISO 14001. Ciclo de melhoria contínua. Implantação da norma ISO 14001. Revisão da direção. Certificação do SGA segundo a norma ISO 14001. Gestão integral de qualidade e ambiente. Documentação de um sistema de gestão ambiental. Nível I: Manual de gestão ambiental. Nível II: Procedimentos. Nível III: Instruções. Nível IV: Registos. Controle da documentação. Auditorias ambientais: introdução, a norma ISO 19011 de auditoria, fases de una auditoria ambiental, manual de auditoria. Processo de certificação.

  21. PRÁTICAS EXTERNAS

    Esta disciplina tem o objetivo de promover a capacitação e o desenvolvimento de competências gerais, específicas e/ou transversais do Master em curso. Trata-se da realização de atividades profissionais em um contexto laboral autêntico.

    Portanto, é atribuído um professor-tutor da Universidade e um tutor dentro da instituição onde são realizadas as Práticas. Os dois tutores supervisionam e acompanham as atividades e tarefas desenvolvidas pelo aluno durante este período.

  22. TRABALHO DE FIM DE MASTER

    O Trabalho de Fim de Master (TFM) é desenvolvido a partir de um projeto aplicado que traga novidades para o campo de conhecimentos do programa estudado. O TFM deve ser elaborado de acordo com os delineamentos e normativas exigidas para uma atividade deste tipo. Durante todo o processo, o estudante conta com a assessoria da equipe académica e de um orientador, pessoa especialista no tema ou objeto de estudo.


Observação: O conteúdo do programa acadêmico pode estar submetido a ligeiras modificações, em função das atualizações ou das melhoras efetuadas.

Direção

Direção Acadêmica

  • Dr. Antonio Maya Frades. Doutor em Geografia. Professor da Universidad de León, Espanha.
  • Dra. Leonor Calvo Galván. Doutora em Ciências Biológicas. Professora da Universidad de León, Espanha.
  • Dr. Xavier Elías Castells. Doutor em Engenharia Industrial. Diretor da Bolsa de Subproductos da Cataluña, Espanha.
  • Ing. Omar Gallardo. Engenheiro Civil de Minas. Professor da Universidad de Santiago de Chile, Chile.
  • Dra. Rosalba Guerrero Aslla. Doutora em Engenharia Metalúrgica. Professora da Universidad de Piura, Peru.
  • Dr. Roberto M. Álvarez. Doutor em Engenharia de Projetos, pela Universidad Politécnica de Cataluña, Espanha, Mestre em Gerenciamento de projeto e de desenho, pela Politécnica de Milán, Itália. Professor da Universidad de Buenos Aires, Argentina. Diretor da Fundación Universitaria Iberoamericana (FUNIBER) Argentina.
  • Dr. Oscar Arizpe Covarrubias. Chefe do Laboratorio Ecologia de Sistemas Costeiros. Professor-Pesquisador Titular C de Dedicação Exclusiva, Chefe do Laboratorio Universidad Autónoma de Baja California Sur.
  • Ing. Icela Márques de Rojas. Engenheira Civil. Professora da Universidad Tecnológica de Panamá, R. P. Panamá.
  • Mtra. Emilia Gámez Frías. Professora da Universidad de Guadalajara, México.

Professores e Autores

  • Dr. Ángel M. Álvarez Larena. Doutor em Geologia. Professor da Universidad Autónoma de Barcelona.
  • Dr. Roberto M. Álvarez. Professor da Universidad de Buenos Aires.
  • Dr. Isaac Azuz Adeath. Prof. da Universidad Autónoma de Baja California Sur, México.
  • Dra. Brenda Bravo Díaz. Professora da Universidad Autónoma Metropolitana, México.
  • Dr. Rubén Calderón Iglesias. Professor da Universidad Europea Miguel de Cervantes.
  • Dra. Leonor Calvo Galván. Professor da Universidad de León, Espanha.
  • Dra. Olga Capó Iturrieta. Doutora em Engenharia Industrial. Professora do Instituto de Investigações Agropecuárias, Chile
  • Dra. Alina Celi Frugoni. Proessora da Universidad Internacional Iberoamericana.
  • Dr. José Cortizo Álvarez. Professor da Universidad de León, Espanha.
  • Dr. Kilian Tutusaus Pifarré. Professor do Departamento Ambiental da FUNIBER.
  • Dra. Maria Teresa Gómez Mora. Professora da Universidad Internacional Iberoamericana.
  • Dr. Juan Carlos Cubría García. Professor da Universidad de León, Espanha.
  • Dr. Benjamín Otto Ortega Morales. Professora da Universidad Autónoma de Campeche, México.
  • Dra. María Luisa Sámano. Professora da Universidad Europea del Atlántico, Espanha.
  • Dra. Raquel Domínguez Fernández. Professora da Universidad de León,
  • Dr. Luís A. Dzul López. Professor da Universidad Internacional Iberoamericana.
  • Dr. Xavier Elías Castells. Diretor da Bolsa de Subprodutos da Catalunha
  • Dr. Ramón Guardino Ferré. Doutor em Engenharia de Projetos. Professor da Universidad Internacional Iberoamericana.
  • Dr. Emilio Hernández Chiva. Doutor em Engenharia Industrial. Centro Superior de Investigações Científicas, CSIC.
  • Dra. Cristina Hidalgo González. Professora da Universidad de León, Espanha.
  • Dr. Víctor Jiménez Arguelles. Professor da Universidad Autónoma Metropolitana. México.
  • Dr. Miguel Ángel López Flores. Professor do Instituto Politécnico Nacional (CIIEMAD-IPN).
  • Dra. Izel Márez López. Professora da Universidad Internacional Iberoamericana.
  • Dr. Carlos A. Martín. Professor da Universidad Nacional del Litoral, Argentina.
  • Dra. Isabel Joaquina Niembro García. Doutora em Engenharia de Projetos. Professora do Tecnológico de Monterrey.
  • Dr. César Ordóñez Pascua. Professor da Universidad de León, Espanha.
  • Dr. José María Redondo Vega. Professor da Universidad de León, Espanha.
  • Dra. Gladys Rincón Polo. Professora da Universidad Simón Bolívar, Venezuela.
  • Dr. Raúl Sardinha. Professor do Instituto Piaget, Portugal.
  • Dr. Héctor Solano Lamphar. Professor da Universidad Internacional Iberoamericana.
  • Dra. Martha Velasco Becerra. Professora da Universidad Internacional Iberoamericana.
  • Dr. Alberto Vera. Professor da Universidad Nacional de Lanús, Argentina.
  • Dra. Margarita González Benítez. Professora da Universidad Politécnica de Cataluña, Espanha.
  • Dr. Lázaro Cremades Oliver. Professor da Universidad Politécnica de Cataluña, Espanha.
  • Dr. (c) Pablo Eisendecher Bertín. Professor do Departamento Ambiental da FUNIBER.
  • Dra. (c) Ann Rodríguez. Professora do Departamento de Ambiental de FUNIBER.
  • Dr. (c) Erik Simoes. Professor da Universidade Internacional Iberoamericana.
  • Ms. Omar Gallardo Gallardo. Professor da Universidad de Santiago de Chile
  • Ms. Icela Márquez Rojas. Professor da Universidad Tecnológica de Panamá.

Bolsa de Trabalho

A Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER) destina periodicamente um valor econômico de caráter extraordinário para Bolsas de estudo em Formação FUNIBER.

Para solicitá-la, preencha o formulário de solicitação de informação que aparece no portal da FUNIBER ou entre em contato diretamente com a sede da fundação em seu país para saber se é necessário fornecer alguma informação adicional.

Uma vez recebida a documentação, o Comitê Avaliador examinará a idoneidade de sua candidatura para a concessão de um incentivo econômico na forma de Bolsa de estudo em Formação FUNIBER.